27
Jan
10

O misticismo… E a viagem…

Lisboa → Stavanger

É, sem dúvida alguma, uma viagem mítica para os autocaravanistas europeus! infelizmente, nem todos conseguem concretizar e ter a felicidade de ver o tão ambicionado “pôr do sol”, ainda menos!

Lançámo-nos na realização deste sonho e durante um ano planeámos circuitos, apoios, transbordadores, locais de impacto e interesse e quanto nos iria custar esta aventura.

Um primeiro objectivo era condicionante em relação à nossa presença no cabo norte, se queríamos ter o máximo de hipóteses de êxito para ver o famoso sol da meia noite: Teríamos de estar presentes no local no dia do solsticio de verão. Tudo foi calculado para que tal acontecesse.

Assim:

A vinte de Maio partimos de Lisboa direcção Madrid, Barcelona, Le Boulou, Lyon, Mulhouse, Freiburg  im Berghaus (onde permanecemos três dias), Frankfurt, Hannover e Lubeck cidade que visitámos pois da informação recolhida era de todo o interesse efectuar essa visita. Por opção, fizemos a entrada no sul da Dinamarca, mais precisamente, no porto de Rodbyhavn com partida do porto alemão de Puttgarden. É uma viagem de barco muito agradável. Subimos a Dinamarca até Helsingor com o objectivo de fazer uma pequena travessia de barco para Helsingborg onde entraremos na Suécia, país que iremos subir junto à costa ocidental em direcção a Oslo capital da Noruega onde permanecemos durante cinco dias.

A maioria dos que empreendem esta viagem saem de Oslo directamente ao norte pela célebre E6: Nós como íamos permanecer na Noruega durante todo o mês de Junho optámos por uma visita mais pormenorizada ao país. 

Saimos para sul, direcção Kristiansand e subimos por Evje onde existe uma mina desactivada, onde se extraiam pedras preciosas e semi-preciosas que hoje é um museu de perder a cabeça. Continuámos para entrar na aventura de ir a Lysebotn, uma pequena povoação na cabeça do Lysefjorden. É uma coisa do outro mundo, porque, a partir de Bygland é sempre a subir até atingirmos os planaltos centrais de neves eternas e lagos fantásticos inseridos numa paisagem que jamais pensámos que existia; depois é descer, pois vamos para o nivel do mar novamente; e que descida, meus amigos, a estrada era uma mola espiral em tensão com um percurso a céu aberto e, dez quilometros em tunel puro tobogã cavado no granito, deslumbrante, simplesmente deslumbrante! Dormimos junto ao fiord. E de novo o tobogã agora a subir. Deixámos um desejo (pirâmide de pequenas pedras feita por nós) lá no alto, no meio do gelo, junto a um lago lindo semi-gelado pois vamos já a caminho de Stavanger onde vamos permanecer algum tempo.

Continua…

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