Arquivo de Janeiro, 2010

31
Jan
10

Nordkapp… Ilhas Lofoten… o regresso…

As 48 horas de estacionamento estavam esgotadas. O objectivo tinha sido  completamente conseguido. Estavamos felizes e foi com essa felicidade estampada no rosto, que abandonámos o Nordkapp pelas 9 horas do dia 24 de Junho. Iniciávamos neste momento o regresso, e, por consequência, a segunda parte da viagem, com a visita à Suécia e Dinamarca.

Iniciámos a descida para Honningsvåg, numa manhã esplenderosa o que nos compensou da subida complicada pelo nevoeiro 48 horas antes! Foi-nos então possivel ver uma paisagem linda, com os alces a pastar pelas encostas, o que nos maravilhou! 

Entrámos na E-6  direcção Bjerkvik, pois era ai que se entrava na E-10 que nos levaria ás ilhas  Hinnøya,  Austvågøya, e Flakstadøya, vulgo Lofoten.

Os quilometros já eram muitos e pernoitámos numa área em Bogen, estupenda, todo o apoio para a caracoleta, água em abundancia, que permitiu um banho à pobrezita, pois já não sabia o que isso era há muito tempo! De manhã, lá fomos para a primeira das ilhas: Hinnøya. Lødingen, Sortland e Melbu foram locais visitados e de ferry, entrámos na Austvågøya, onde visitámos locais como Svolvaer, Kabelvåg, Henningsvær (a Veneza do norte) e entrámos na ilha mais pequena, a Flakstadøya direcção a Moskenes, onde apanhariamos um ferry que nos levaria a Bodo, no continente, após 4 horas a navegar no mar do norte. (viagem um pouco turbulenta).

Uma última paragem em Roros para visitar a cidade e as minas de cobre sendo este o nosso último acto na Noruega, pois, entrámos na Suécia por Särna com o objectivo de chegar a Estocolmo, cidade que neste momento era a nossa prioridade. Estocolmo é uma cidade maravilhosa, impinada num conjunto de ilhas interligadas entre si. Aí permanecemos algum tempo, porque o tempo não espera por nós e passa, passa sem que nos apercebamos de tal! Deixámos esta cidade maravilhosa e rumámos a Copenhgue na Dinamarca uma cidade antiga, não tão bela, no nosso entender, mas, com uma cultura muito própria, que a leva a manter-se no seio das capitais Europeias.

De Copenhague partimos para a ultima visita desta viagem: Colónia uma cidade fantástica, mas, no nosso entender, um pouco mal tratada.Deixámos Colónia e regressámos a casa: Tinhamos um compromisso com a nossa neta Mariana “a festa dos seus anos”. Tudo é muito bonito, fantástico, mas, a nossa casa é o nosso ninho e é sempre muito bom regressar!

Nesta sintese, como é compreensivel, não pormenorizámos as visitas a museus, parques, pequenas cidades, nem a permanência nesses espaços, no entanto, a todos os interessados nos colocamos à disposição para informar e esclarecer. Não se coibam de questionar!

A viagem em números

Dias de viagem………….63 / Quilometros percorridos ………. 14.969 dos quais – 93.8 em tuneis – 181.6 em ferrys.

Gasólio consumido  1.452.92 € – Portagens (tuneis, pontes, auto estradas e estradas turisticas) 213.72€ – Ferrys 283.31 € – Passeios (cruzeiros e outros) 794.42 €

Cultura (museus, parques, circuitos turisticos, etc.) 186.50€ – Acidentes 0 – Avarias 0 – Furos 0 – Mudanças de óleo 1 (na Suécia 80 €)

Valores de alimentação e diversos (prendas, recordações etc.) não estão consignados nas despesas atrás descritas mas têm um valor considerável no seu conjunto.

Conclusão: Uma viagem fantástica, podem crer, que jamais imaginámos levar a cabo, mas o homem põe, e Deus dispõe.

Sejam Felizes!

Para ver algumas imagens clicar no endereço do FLICKR

30
Jan
10

Novidade…

GPS para autocaravanas já é uma realidade!

Navegue com calma e atenção por:    →     WWW.snoooper.fr

27
Jan
10

e a odisseia continua…

Stavanger → Nordkapp

Saimos de Stavanger num transbordador na direcção de Tau com o ob jectivo de irmos ao “Pulpito”, ou seja,  o Preikestolen,  no Lysefjord, na região de Rogaland. É uma escarpa de 604 metros na vertical para o fiorde! Nem imaginam o impacto! Para lá chegar são precisas duas horas por um trilho com pedras que dançam debaixo dos nossos pés!  Doloroso! …

Deixado o pulpito, subimos em direcção a Sand e Odda com o objectivo de chegarmos  a Bergen! É uma cidade pequena, mas muito bonita! Aqui se encontrava radicada a Liga Hansiática que deixou um bairro, o Bryggen, hoje um museu  representativo das actividades da Liga.

Fizemos um cruzeiro de um dia ao Songnfjord, o maior e mais profundo fiorde da Noruega. Partimos do porto de Bergen para Fläm e regressámos a Bergen no expresso que vinha de Oslo. No entanto, na retina fica-nos a subida num combóio de montanha de Fläm para Mirdal, uma subida soberba, com uma paisagem luxuriante e a determinada altura junto a umas imponentes quedas de água o combóio pára num rudimentar cais de madeira julgámos ser para ver as quedas, mas, qual não é o nosso espanto, quando, de entre a espuma que a queda origina, surge uma bailarina vestida de vermelho dançando naquele cenário fantástico com uma música de fundo de cortar a respiração! Chegámos a Bergen ao fim da tarde; dirigimo-nos para a área de serviço(Sandvikboder)  onde estávamos instalados  e qual não foi o nosso espanto quando vimos o nosso amigo Caracol e a esposa.

Deixámos Bergen na direcção de Trondheim, que também visitámos. Seguimos para Narvik, cidade portuáría onde chegam combóios de minério que vêm da Suécia e ai são embarcados para o resto do mundo. Continuámos até Moi I Rana, após o que cruzámos o Circulo Polar Ártico. Desde Oslo que a noite práticamente não existe, mas aqui é mais evidente: quatro da manhã  é dia, fotografámos em condições normais de luz: estranho para nós, muito estranho!

Alta é a cidade mais a norte no espaço Norueguês. Visitámos nesta cidade um fabuloso museu rupestre, onde todas as figuras rupestres se encontram coloridas de ocre e todo o circuito é feito numa passadeira de madeira, que serpenteia entre as rochas, onde as figuras estão gravadas. E,  finalmente,  aproximávamo-nos do famoso Nordkapp,  apenas 100 Km nos separam dele! Mas para lá chegar ainda tinhamos de passar um tunel de 6.870 mt. por baixo do mar.

A chegada não foi, digamos, a melhor, pois a ultima subida de Honningsvåg até Norkapp foi feita no meio de um nevoeiro cerrado, que para nosso espanto, tinha origem na superfície dos lagos de onde viamos aquele vapor branco denso subir. Chegados à portagem,  pagámos a entrada que contemplava dois dias de estacionamento sem qualquer outro apoio.

Olhámos à nossa volta e contemplámos muitas autocaravanas,  caravanas e motoqueiros com as suas pequenas tendas, enfim um mar de gente, que tal como nós, queria ver o sol baixo no horizonte à meia noite e depois subindo para nos deixar mas… o vento, a chuva e o frio desabaram sobre nós! Parecia que a natureza nos queria castigar por estarmos ali! Tratáva-nos como intrusos! E assim foi a noite toda e o dia que se seguiu até meio! Ao fim da tarde tudo acalmou:  a serenidade regressou e com ela o espectáculo mais maravilhoso que os nossos olhos jamais viram! Naquele espaço lá no alto onde a terra acaba e o mar começa gentes dos mais variados locais da terra, das mais variadas culturas, cores e credos abraçavam-se,  beijavam-se e brindavam numa euforia de lágrimas que jamais nos foi dado ver!

Obrigado Sol o teu poder não é efémero!

continua…

27
Jan
10

O misticismo… E a viagem…

Lisboa → Stavanger

É, sem dúvida alguma, uma viagem mítica para os autocaravanistas europeus! infelizmente, nem todos conseguem concretizar e ter a felicidade de ver o tão ambicionado “pôr do sol”, ainda menos!

Lançámo-nos na realização deste sonho e durante um ano planeámos circuitos, apoios, transbordadores, locais de impacto e interesse e quanto nos iria custar esta aventura.

Um primeiro objectivo era condicionante em relação à nossa presença no cabo norte, se queríamos ter o máximo de hipóteses de êxito para ver o famoso sol da meia noite: Teríamos de estar presentes no local no dia do solsticio de verão. Tudo foi calculado para que tal acontecesse.

Assim:

A vinte de Maio partimos de Lisboa direcção Madrid, Barcelona, Le Boulou, Lyon, Mulhouse, Freiburg  im Berghaus (onde permanecemos três dias), Frankfurt, Hannover e Lubeck cidade que visitámos pois da informação recolhida era de todo o interesse efectuar essa visita. Por opção, fizemos a entrada no sul da Dinamarca, mais precisamente, no porto de Rodbyhavn com partida do porto alemão de Puttgarden. É uma viagem de barco muito agradável. Subimos a Dinamarca até Helsingor com o objectivo de fazer uma pequena travessia de barco para Helsingborg onde entraremos na Suécia, país que iremos subir junto à costa ocidental em direcção a Oslo capital da Noruega onde permanecemos durante cinco dias.

A maioria dos que empreendem esta viagem saem de Oslo directamente ao norte pela célebre E6: Nós como íamos permanecer na Noruega durante todo o mês de Junho optámos por uma visita mais pormenorizada ao país. 

Saimos para sul, direcção Kristiansand e subimos por Evje onde existe uma mina desactivada, onde se extraiam pedras preciosas e semi-preciosas que hoje é um museu de perder a cabeça. Continuámos para entrar na aventura de ir a Lysebotn, uma pequena povoação na cabeça do Lysefjorden. É uma coisa do outro mundo, porque, a partir de Bygland é sempre a subir até atingirmos os planaltos centrais de neves eternas e lagos fantásticos inseridos numa paisagem que jamais pensámos que existia; depois é descer, pois vamos para o nivel do mar novamente; e que descida, meus amigos, a estrada era uma mola espiral em tensão com um percurso a céu aberto e, dez quilometros em tunel puro tobogã cavado no granito, deslumbrante, simplesmente deslumbrante! Dormimos junto ao fiord. E de novo o tobogã agora a subir. Deixámos um desejo (pirâmide de pequenas pedras feita por nós) lá no alto, no meio do gelo, junto a um lago lindo semi-gelado pois vamos já a caminho de Stavanger onde vamos permanecer algum tempo.

Continua…

25
Jan
10

E asim passa o tempo!

Um ano já passado nesta “coisa” de enviar mensagens para o ÉTER!

Falámos de nós! Falámos especialmente para vós! E sinceramente, gostariamos, acima de tudo, de ter um NÓS unificado  nas ideias, nos comportamentos e acima de tudo no respeito mútuo no todo do NÓS!

Que o NÓS pervaleça sobre o EU!

Vamos tentar ser todos FELIZES!

25
Jan
10

Pequeno circuito… Grande beleza…

O verão aproxima-se a passos largos. Todos nós, de uma forma geral, fazemos planos para um passeio diferente durante este período.

Nesta primeira sugestão vamos falar-vos de um pequeno passeio, em termos de espaço percorrido, mas enorme em beleza e monumentalidade. Localiza-se na Alemanha, mais precisamente, no sul da Baviera.

Como que caidos de paraquedas vamos localizar-vos na primeira visita que é também, o início do circuito. ETTAL (47º 34′ 09,86″ N  11º 05´29,55″ E ) onde vamos encontrar uma fabulosa abadia beneditina fundada em 1330 pelo Imperador Ludwig IV. LINDERHOF (47º 34′ 10,12″ N  10º 57′ 12,11″ E) É uma pequena localidade, que foi adquirida por Maximiliano II, onde instalou uma casa de campo real (Konigshauschen) em 1874. Posteriormente, Ludwig II, seu filho, ordenou a remodelação segundo o estilo neo-rococó. O palácio está rodeado de jardins encantadores. OBERAMMERGAU (47º 35′ 58,21″ N  11º 03′ 23,62″ E) é uma cidade mundialmente famosa pela sua arte popular em especial a pintura mural e as peças da Paixão. A guerra dos trinta anos e a peste quáse dizimaram a população, então, os sobreviventes prometeram que se fossem poupados encenariam para sempre uma peça sobre a paixão de Cristo. O que acontecerá de Maio a Outubro de 2010. Convém efectuar uma visita calma a cada recanto, uma surpresa! WIES (47º 40′ 55,34″ N 10º 53′ 58,08″ E) é uma igreja dedicada ao Salvador Flagelado, estilo rococó, que atinge neste monumento o seu ponto máximo de florescimento, obra dos irmãos  Zimmermann havendo ainda obras de Albrecht, Sturm, Verhelste e Bergmueller. A não perder. STEINGADEN (47º 42′ 07,43″ N  10º 51′ 36,64″ E ) Merece uma paragem para visitar os claustros de K. Sankt Joh. FUSSEN (47º 34′ 56,40″ N  10º 42′ 03,15″ E – cordenadas da área de serviço) é uma cidade cuja impotância não representa um grande iteresse, mas, Sainkt Kolonar, Hohen Schwangau e muito em especial Neuschwanstein ( 47º 33′ 31,52″ N  10º 44′ 24,66″ E – parque para visitar o palácio). Não imagino qual a melhor maneira de descrever aquele palácio empertigado lá no alto, no pico da montanha! simplesmente fantástico! A visita é do mais simples que possam imaginar no custo do bilhete está incluido um audioguide que é colocado à nossa disposição, na lingua que solicitarmos, inclusivé, o português. Explorem bem Fussen e os arredores inclusivé poderão fazer um passeio de barco no magestoso lago.

Sejam Felizes!

Guias aconselhados:

Le Guide du Routard, Alemanha / Trotamundos, Alpes – França, Suiça, Austria, Itália e Alemanha / American Express – Alemanha

Guia das áreas de serviço da Alemanha, ADAC – Stellplatz Fuhrer ISBN 3-89905-213-7

21
Jan
10

Aos interessados…

ACAMPAMENTO IBÉRICO DE REFORMADOS/JUBILADOS

Decorre entre 19 e 26 de Março de 2010.

Parque de Campismo de Alba de Tormes/Salamanca

Cordenadas: 40º 49′ 14″ N – 5º 31′ 14″ O

Boletim de inscrição e Programa – retirar de: http://meyga.net/nuevoshorizontes/frames/html

Boa Viagem

Sejam Felizes

 

17
Jan
10

Clubes… que dimensão!

Em primeiro lugar impõem-se que exista resposta à questão colocada:

O que é afinal um grande ou pequeno clube?

1ª hipótese – Será aquele que tem muitos associados mas, não tem capacidade para oferecer a todos, de igual modo, os direitos que lhe concedem os estatutos em relação ás actividades que levam a efeito.

2ª hipótese – Será aquele que tem poucos associados, estatutos simples, mas, que proporciona actividades a todos, sem distinção, por outras palavras, que consegue congregar a familia numa união sã e compreendida por todos.

A análise a meu ver é simples: A 1ª hipótese é castradora pois devido ao elevado número de associados nem todos podem tomar parte das actividades, logo, não são cumpridos os estatutos no que concerne a direitos dos associados, onde, de igual modo, todos têm o direito de tomar parte nas actividades do clube; por outro lado, o diálogo é mais difícil! Se o diálogo é mais difícil, a concretização de ideias torna-se então mais difícil!

Na 2ª hipótese tudo é mais simplista: A familia pode ser reunida fàcilmente, o diálogo torna-se mais franco, logo, as decisões fluem com mais facilidade! As decisões são tomadas no seio da familia, logo, é mais fácil conseguir a convergência das ideias!

Creio sinceramente que não é em vão que Alemães, Franceses e outros no seio dos seus clubes e quando atingem determinado número de associados convocam assembleias onde convidam associados a assumirem entre si uma nova lista, que dê origem a um novo clube!

Existem cidades em França onde o autocaravanismo se encontra representado por mais do que um clube que não resultam de cisões, mas sim, por acordos que vão facilitar a mobilidade dos seus associados e, o direito a estarem presentes nas actividades que lhe são proporcionadas.

Creio que há muito em que pensar, reflectir não paga imposto; a prudência é um dom que devemos agarrar com as duas mãos e não é justo olharmos apenas para o nosso umbigo.

Bom senso meus senhores Bom senso!

Sejam felizes

02
Jan
10

Uma proposta… Um desafio…

Considerando que se torna necessário sair da estagnação em que se encontra o autocaravanismo em Portugal; considerando que, sem um esquema simples de organização, não é possivel partir para um objectivo, seja ele qual fôr; considerando a existência de alguma inércia por parte dos autocaravanistas; considerando que, por vezes, os que idealizam nem sempre são os que executam.

Proponho uma discussão aberta visando os objectivos que se seguem:

1º Em termos geográficos localizar os clubes de autocaravanismo existentes no país.

2º Dividir o espaço territorial nacional por áreas.

3º Reunir informalmente os autocaravanistas interessados na formação de clubes locais.

4º Após a formação dos clubes reunir os responsáveis de cada um deles em assembleia preparatória.

5º Se possível na primeira assembleia, formar um grupo de trabalho com o objectivo de formar uma federação.

Lanço um desafio a todos os autocaravanistas residentes nos concelhos de Sintra, Mafra, Torres Vedras, Lourinhã ou seja a Zona Oeste.

Vamos comunicar por E:mail vamos partir para um encontro para nos conhecermos trocarmos impresões e, partir para a consideração de propostas já existentes para a formação de uma Associação de autocaravanistas.

A ideia está lançada, agora depende de vós!




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