VENTILAÇÂO
Torna-se necessário verificar, com atenção, se as janelas de ventilação estão livres se a caixa de ar entre a parede e o frigorífico é suficientemente grande para conter um volume de ar considerável se a circulação do mesmo se faz de forma livre. (Se o ar quente sobe e sai com facilidade dando lugar a outro fresco vindo do exterior.).
Tem de se ter especial atenção à traseira do frigorífico quando na posição (encostado) se está isolado do interior ou seja, que não permita que pelas paredes laterais e de fundo o ar quente do interior se venha intormeter no ar frio que entrar, reduzindo a sua função de “arrefecimento”.
Podemos ajudar a circulação do ar montando um sistema de ventilação na saida do ar quente, acelerando desta forma a saida do mesmo e a entrada do ar fresco em maior volume e velocidade.
GÀS
Os problemas de gás quando não são devidos à instalação, são geralmente provocados por manutenção insuficiente ou defeitruosa.
Pode acontecer que a qualidade do gás ou um bico parcialmente entupido condicione a qualidade da chama. Devemos de tempos a tempos dar uma vista de olhos à cor da chama, (se for muito amarela é sinal de que o queimador pode estar engordurado).
O calibrador do queimador é uma pequena peça que tem no centro um furo calibrado e, como tal entope fácilmente. Pode ser retirado e limpo, mas, utilize sempre a ferramenta adequada para não alterar o dâmetro do furo que irá por sua vez alterar a condição da chama.
OS TÉCNICOS RECOMENDAM A SUBSTITUIÇÃO DO CALIBRADOR DO QUEIMADOR DE DOIS EM DOIS ANOS.
Os frigoríficos são de uma grande fiabilidade. É vulgar encontrar autocaravanas com dez anos e terem ainda o seu frigorífico de origem.
A evolução é feita sobretudo ao nível dos acessórios (quer na forma de acender, isolar e ventilar etc.) mas, o princípio é o mesmo: De absorção ou compressão os problemas vêm geralmente da necessária manutenção que a maioria das vezes não é feita pelo utilizador.
Assim, recomendam-se 10 conselhos a ter em conta:
-Atenção à alimentação a 12V.
-Assegurar uma boa ventilação, não permitindo a entrada de ar quente do interior.
-Se tal se tornar necessário, ajude a circulação do ar colocando um ventilador.
-Ter as grelhas de arrefecimento sempre orientadas para a direcção do vento, protegendo-as, abrindo o toldo.
- Grelhas há em certos modelos que ficam bloqueadas com a porta da célula quando aberta. Monte um limitador para que tal não aconteça.
-Regularmente retire e limpe as grelhas de arrefecimento.
-A porta do frigorífico deve estar o menor tempo possível aberta.
-Verificar se a junta da porta não se encontra danificada permitindo a entrada de ar quente.
-Nos frigoríficos AES controle a temperatura indicada para cada câmara.
-Se a temperatura exterior for de tal forma alta que leve a temperatura interior do frigorífico a não baixar dos 15ºC, coloque gelo na gaveta dos vegetais e lentamente verá a temperatura descer.
Arquivo de Janeiro, 2009
A questão é sempre a mesma: A gás ou seleccionado a 220V tudo bem; mas, quando se passa para 12V!…
Após anos de uso, o discurso é sempre o mesmo: Nos bons dias tudo bem; mas, quando o calor aperta os nossos queridos frigorificos de absorção (90% montados em autocaravanas) recusam-se à sua operacionalidade.
Respondem os técnicos da Electrolux, que em face dos testes praticados e das condoções normais de aprovisionamento hierárquica e qualitativa das energias utilizadas, podemos concluir, que o melhor funcionamento se encontra na utilização de 220V, seguindo-se 12V e por último o gás. A Electrolux para calcular o rendimento de um frigorífico utiliza a seguinte fórmula: delta T que exprime a diferença de temperatura entre o interior e o exterior do frigorífico.
Qualquer que seja a energia utilizada, a variação de temperatura é sempre a mesma: Assim, consideram-se 28ºC para o refrigerador e 43ºC para o congelador. (Estes números são aplicados a um frgorífico de 103 litros, e são sensivelmente os mesmos para todos os tipos.).
Se a temperatura exterior é de 35ºC podemos concluir através de delta T que a temperatura no interior do refrigerador é de 7ºC (35-28=7) e no congelador é de -8ºC (35-43=-8). Estas diferenças de temperatura são importantes para referenciar o “bom” ou “mau” frigorífico.
Porquê o funcionamento a 12V é tão deficiente?
Em princípio, podemos atribuir este mau funcionamento a duas causas:
-Uma má ventilação
-Cablagem de alimentação (tipo de fio) mal calculada pelo fabricante da célula.
Os cabos utilizados para 12V são de secção forte o que os torna mais caros. Embora não devesse acontecer, no entanto, é motivo mais do que suficiente para alguns fabricantes reduzirem a secção dos mesmos originando, uma descida de rendimento por vezes drástica para o utilizador.
Os técnicos recomendam que sejam utilizados fios com uma secção de 6mm2 para um comprimento até 6 metros e de 10 mm2 para todas as situações onde sejam ultrapassados os 7 metros. Para um bom rendimento não hesite em utilizar fios de secção que lhe dê a segurança da não existência de sobreaquecimento e as consequências que dai advêm.
Para controlar a boa refrigeração do vosso frigorífico e em especial com o motor em marcha, seleccionar 12V. O sistema AES deixa de funcionar logo que a tensão seja igual 11,5V.
Viajar em autocaravana é:
Uma forma livre, despreocupada e sem limites de tempo de percorrer espaços, absorver culturas, formas de estar e de sentir de pessoas que como nós ocupam este planeta!
No entanto, cada um de nós, tem o seu conceito de viagem! Para uns, percorrer os grandes centros, entrar no bulicio agitado das ruas, é realizar um sonho acalentado à muito! Para outros é perder-se pelos museus calcarrear espaços de monumento em monumento! Outros há que se realizam pairando no seio da natureza, percorrendo caminhos, ouvindo o chilrear das aves, sei lá!
Pessoalmente cremos que, verdadeiramente, viajar é um misto de tudo isto!
Podemos tomar como exemplo a Austria. Entrar no país, visitar os grandes centros de Innsbruck, Salzburg e Viena será para uns suficiente.
Mas, então, vamos perder a bela e impressionante paisagem do Tirol, vamos deixar de subir ao Kaunertal, ao Tuxertal, ver as belas quedas de Krimmler, o grande glaciar de Franz Josepht, cruzar o pais de norte para sul pelo Gross Glockner fabulosa estrada de montanha!
Nós sabemos é difícil a decisão! Mas, por vezes, o que se perde na tomada de algumas opções é muito mais e melhor do que aquilo que se viu na opção tomada!
Partam! Viagem pelo mundo! Acima de tudo sejam muito felizes seja qual for a opção que tomem!
Combate ao Tártaro
Para limpar o tártaro (vulgo sarro) da sua sanita quimica, alguns autocaravanistas utilizam a velha receita das suas avós que consiste em vinagre quente que colocam na cassete e deixam actuar durante 12 horas.
Outros asseguram ainda obter bons resultados utilizando regularmente o sal das máquinas de lavar loiça.
Há também no mercado um produto da Tehtford, o Tank Cleaner, em embalagens de litro com um preço entre 6 e 10€.
Um problema da maioria
A Associação dos construtores de veiculos de lazer informa:
Peso em vazio com condição de marcha, (termo utilizado nos textos europeus) é a mesma coisa que peso em vazio (termo utilizado pela administração Francesa).
Os dois termos designam o peso do veiculo encarroçado incluindo o condutor (peso atribuido ao condutor 75Kg) incluindo ainda os fluidos da parte mecânica (óleo do motor, óleo da direcção assistida, água limpa-vidros, sistema de arrefecimento, depósito de combustível com 90% da sua capacidade, ferramentas, pneu sobressalente e, na parte habitacional, uma bilha de 13 Kg de gás e ainda o depósito de água potável com 90% da sua capacidade.
A directiva 92/21/CE modificada pela directiva 95/48/CE indica para as autocaravanas um peso minimo a reservar para passageiros e materiais necessários à utilização do veiculo. Para determinar esta carga útil minima aplicar a seguinte equação:
(N-1) x 75Kg = (Nx10Kg) + (10Kg x L)
N é o número de passageiros (ver livrete) L é o comprimento total do veiculo em metros.
No entanto, está consignada uma tolerância de 5% para a diferença entre peso vazio teórico declarado pelo construtor e o peso vazio real encontrado no acto da homolgação (anexo II da directiva 92/21/CE de 30 Agosto de 1993).
Se está a pensar comprar uma autocaravana em segunda-mão o rapoAstuta deixa-lhe aqui um conjunto de recomendações que poderão evitar que compre gato por lebre.
Pode sempre começar por guiar-se por um indicador da cotização actual no mercado, mas a mesma não constitui senão uma base de partida para a transacção.
Não seria justo tomarmos apenas esses dados como parâmetros únicos para poder negociar.
Modelos que melhor conservam a cotização (Valor) no mercado de usados
- Os profilados maxi salão
- Os profilados compactos com cama permanente
- Os grandes capucines com quarto para crianças
- Os integrais recentes com cama fixa
Modelos que menos conservam a cotização (Valor)
- Os capucines de quatro lugares
- Os integrais de quinze anos
- As montagens amadoras
- As células personalizadas
- Os modelos com motorizações anteriores a 1995 (data da saída do Fiat Ducato/PSA)
- Os modelos a gasolina
- Os modelos a diesel aspirados
- E de uma forma geral todos os modelos com mais de dez anos
Pontos em que se deve ter especial atenção, na aquisição de uma autocaravana usada
Verificar com atenção as cicatrizes da célula
- É lógico que uma célula usada apresenta quase sempre algumas cicatrizes mais ou menos profundas. Não nos restam também dúvidas, de que a maior parte das infiltrações, advém daí. Com efeito, um acidente mal reparado pode ter consequências graves. É neste ponto que devemos de ter toda a atenção.
A marca como critério de selecção
- Não nos podemos alhear do facto de estarmos em maior ou menor grau influenciados pela marca do material a adquirir. Por influência de terceiros, por informações recolhidas ou por outros meios. A marca é na realidade um condicionante, no acto da aquisição.
Estado dos pneus
- Com efeito, os pneus são um reflexo dos comportamentos de anteriores utilizadores, (condução brusca, velocidade excessiva etc.) tendo ainda em conta a disfunção da própria viatura. Aconselha-se, portanto, uma grande vigilância sobre o estado dos pneus.
Mecânica
- “Como dizem os franceses”, atenção aos motores que se encontram “HUILEUX”, (Todos babados de óleo com fugas significativas) pois não auguram nada de bom. Assim, aconselha-se que exija toda a facturação da assistência anterior, a caderneta da manutenção programada, assim como o controle técnico do concessionário do veículo.
Frigorifico
- Atenção ao seu funcionamento controlar com atenção o seu “vigor”. Quanto tempo leva a congelar e de que forma mantém o frio. Verificar se não há estaladelas no revestimento interior. Estado da borracha da porta e corrosão das grelhas.
Controle Técnico
- Não restam dúvidas de que o controle técnico é indispensável mas por vezes insuficiente. Se o veículo tem mais de quatro anos, exija uma inspecção com menos de seis meses. Não se esqueça de solicitar o boletim anterior para ver se existiam pontos negativos e se os mesmos foram reparados.
Muita atenção aos documentos
- Verificar com atenção todos os dados do livrete em relação à viatura
- Verificar o título de registo de propriedade
- Ter especial cuidado se, sobre a viatura, não recai alguma reserva a favor de terceiros
O NOSSO CONSELHO
Não se deixe influenciar só com o aspecto
- Veja com atenção se na realidade satisfaz as suas necessidades
- Se é iniciado faça-se acompanhar de um “expert” ou uma pessoa mais experiente. Em especial um “velho” utilizador.
- E acima de tudo, não se precipite correndo riscos, na maioria das vezes, irreparáveis.
R espeitar a natureza
E vitar circular em grandes grupos
S empre estacionado nos locais apropriados
P rivilegiar o comércio local
E ducado, cortês e discreto
I nformar e comunicar com o próximo
T er bom senso no cumprimento das suas obrigações
O rdeiramente acatar ordens e instruções